S. Martinho das Amoreiras - Freguesia do concelho de Odemira
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30-Set-2007
FIGURAS DE RELÊVO DA FREGUESIA :

 

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Eng. ADELINO AMARO DA COSTA   A alma do CDS, o ideólogo da AD. Morreu com o Dr. Sá Carneiro, num desastre aéreo, em 1980.  

Engº Adelino Amaro da Costa, falecido no acidente aéreo em 1980 encontra-se  sepultado no cemitério de: S. Martinho das Amoreiras. O Engº Adelino Amaro da Costa, foi ministro da Defesa do governo AD, que tinha como primeiro ministro o Dr. Sá Carneiro.

O seu pai Engº Manuel Rafael Amaro da Costa, nasceu em S. Martinho das Amoreiras, em 1910, foi destinguido na área de Engenharia hidráulica, tem sido condecorado com diversas medalhas, tendo sido, secretário das Obras Públicas do Estado Novo.  link para a  página da família Costa, conheça esta família .


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Dr. Garcia - Médico que dedicou a sua vida ao serviço da população do concelho de Odemira



Dr. António Calapez Garcia, médico e político foi deputado em 3 legislaturas. Conhecido pelo Dr. Garcia, com 84 anos, tem dedicado toda  a sua vida à medicina e ao  serviço público. Nasceu em S. Luís, a 13 de Fevereiro de 1921, mas reside em S. Martinho das Amoreiras, desde os 2 anos de idade. Já com 84 anos e aposentado já algum tempo, ainda exerce medicina. Desde 1949, foi o médico da Casa do Povo de S. Martinho das Amoreiras. Continua a ter um papel activo na comunidade local. Foi um dos impulsionadores da construção do Lar da 3ª idade de S. Martinho das Amoreiras. Ocupou diversos lugares entre eles como Delegado de Saúde e Director do Centro Saúde de Odemira. Actualmente desde 1989 exerce o cargo de Presidente da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Odemira. Foi homenageado em 10 de Junho de 2005, pela população Odemirense, pelo reconhecimento da sua vida dedicada à medicina e em defesa da sua terra.

Dr. Carlos Almeida Bastos
Carlos Correia de Almeida Bastos, nasceu em Lisboa, no bairro de
Alfama, em 22 de Outubro de 1888. Iniciou o curso de Medicina na Escola Médico Cirúrgica, concluindo a licenciatura na já então Faculdade de Medicina da Universidade Clássica de Lisboa, no ano de 1914.
 Fez o internato no Hospital de São José, mais precisamente na enfermaria - maternidade de Santa Joana, tendo defendido tese em 15 deAbril de 1915. Entre os seus professores destacam-se várias figuras ímpares da época, nomeadamente Egas Moniz, Francisco Gentil, GamaPinto, Júlio Matos e Ricardo Jorge, a par de vários outros, cujos nomes ficaram imortalizados em hospitais, institutos, avenidas e ruas. Assistente do Prof. Aníbal de Castro, augurava-se-lhe uma promissora
carreira tanto a nível clínico como académico.
 No entanto, por motivos pessoais e familiares, refugiou-se em São Martinho das Amoreiras ( Odemira) em 1917 onde se fixou, ocupando o cargo de médico municipal, numa altura em que o distrito de Beja, o maior do país, contava com um número ínfimo de clínicos.
Tornou-se, por assim dizer, uma personificação do famoso João Semana, cujo quotidiano Júlio Dinis, tão bem caracterizou. Naquele tempo, anos 15 a 30 do século passado, ainda se faziam consultas nas farmácias locais, tendo exercido parte da sua actividade na então farmácia Pargana, em São Martinho das Amoreiras. As visitas ao domicílio, sobretudo aos “montes”, eram também bastante frequentes. Particularmente penosas devido, não só aos maus caminhos, como também à distância que separava aqueles locais da sede de freguesia, via-se muitas vezes obrigado a deslocar-se a pé ou a cavalo. Alguns anos mais tarde, com a melhoria das vias de comunicação, passou a utilizar uma charrete, um “luxo” naquela época.
 Fez da sua profissão um sacerdócio, dedicando-se de alma e coração à clínica geral e também à obstetrícia, especialidade de que muito gostava. Ainda é vivo e encontra-se,
felizmente, de boa saúde o último rapaz que ajudou a nascer, num parto que fez já em muito precárias condições de saúde. Chama-se António Alberto Rafael e é empregado bancário aposentado. A par da competência científica, elogiada tanto por colegas como por pacientes, foi uma pessoa profundamente humana que sentia e sofria os problemas alheios,defendendo com frequência, que tanto a medicina os tratamentos deveriam ser gratuitos para os mais carenciados e a miséria noAlentejo era muita nessa altura.
Após quase 35 anos de dedicação á sua profissão faleceu no dia 7 de Março de 1949, tendo o maior funeral de que há notícia até àquela data em São Martinho das Amoreiras.
 É  muito gratificante saber que ainda hoje, sessenta anos após a sua morte,continua a ser recordado, constituindo um exemplo de abnegação e generosidade.
Biografia enviada pela sua neta: Margarida Almeida Bastos
  

 

Actualizado em ( 20-Jan-2010 )
 
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